Acordo comercial

Governo brasileiro aguarda proposta dos EUA sobre tarifas comerciais

O ministro Márcio Elias Rosa afirmou que o documento deve ser enviado por Washington nos próximos dias para análise do governo brasileiro.

Por Da Redação 04/11/2026 às 07:50 2 min de leitura

O governo brasileiro projeta receber, entre esta semana e o início da próxima, uma proposta formal dos Estados Unidos voltada à resolução de impasses sobre sobretaxas comerciais. A expectativa foi confirmada pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, após compromisso firmado por autoridades americanas em reunião realizada no dia 30 de setembro.

Segundo o ministro, os Estados Unidos estão elaborando o documento, com diálogos informais mantidos mesmo em meio às discussões políticas internas do país. “A informação que eu tenho é que eles estão preparando o documento para nos encaminhar. Independentemente da discussão política, nós mantivemos conversas informais nesse período, e eles de fato estão trabalhando nisso”, declarou Rosa a jornalistas nesta terça-feira (3).

Atualmente, o Brasil enfrenta sobretaxas acumuladas aplicadas pelos EUA. Entre as medidas vigentes, há uma tarifa adicional de 25% sobre produtos específicos, sob alegação de práticas comerciais desleais, e uma taxa de 12,5% aplicada a diversos países, incluindo o Brasil, sob o argumento de combate ao trabalho forçado.

A proposta esperada deve listar setores de interesse americano para redução de tarifas. O ministro explicou que o governo brasileiro adotará uma postura pragmática, avaliando as ofertas conforme os interesses nacionais. “Eles fazem uma proposta dos setores que a eles interessa, e nós vamos responder de acordo com aquilo que convém ao Brasil”, pontuou.

Por fim, o titular da pasta minimizou possíveis reflexos das eleições nos Estados Unidos sobre o andamento das negociações. Para ele, o processo de diálogo comercial segue independente do cenário político interno americano. “O Brasil segue o seu percurso, seu trabalho, temos muito trabalho a fazer, e é o povo americano que define as eleições”, concluiu.

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