Defesa de Flávio Bolsonaro pede que Moraes deixe relatoria de inquérito
Advogados do senador alegam que o ministro teria utilizado aeronave ligada a investigados e solicitam redistribuição do caso a André Mendonça.

A defesa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) protocolou um pedido junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) solicitando o afastamento do ministro Alexandre de Moraes da relatoria de um inquérito que apura suposta lavagem de dinheiro envolvendo o parlamentar e o advogado Willer Tomaz. O documento foi encaminhado ao presidente da Corte, Edson Fachin.
O argumento central da defesa baseia-se no uso, por parte do ministro, de uma aeronave vinculada a uma empresa que é alvo das investigações da Polícia Federal. Segundo os advogados, o jato em questão também aparece nas apurações sobre as atividades de Flávio Bolsonaro e Willer Tomaz. A petição sugere que o caso seja redistribuído ao ministro André Mendonça.
Além do pedido de impedimento ou suspeição de Moraes, a defesa solicita a revogação de medidas cautelares impostas ao senador, como a retenção de passaportes e a proibição de contato com o advogado investigado. Os advogados contestam a fundamentação das restrições e argumentam que não há risco de fuga.
A petição aponta que o ministro e sua esposa, Viviane Barci de Moraes, teriam utilizado o jato Legacy 650 em viagens realizadas em 2025. A empresa proprietária da aeronave, a Fraction 024, é citada na investigação devido a possíveis conexões societárias que, segundo os defensores, poderiam criar um conflito de interesses na condução do processo.
O inquérito sob análise apura se houve formação de sociedade indireta entre o senador e Willer Tomaz para fins de lavagem de dinheiro, incluindo o uso de uma casa de apostas. Tanto o parlamentar quanto o advogado negam a prática de qualquer irregularidade. O escritório da esposa do ministro, por sua vez, refuta qualquer relação comercial indevida com a empresa investigada.


