Rogério Marinho e Tereza Cristina articulam estratégia para vencer Alcolumbre no Senado
Senadores adotam estratégia de 'pinça eleitoral' para somar forças e tentar derrotar a candidatura de Davi Alcolumbre em fevereiro de 2027.

Os senadores Rogério Marinho (PL-RN) e Tereza Cristina (PP-MS) oficializaram suas pré-candidaturas à presidência do Senado com um objetivo comum: derrotar o atual presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), na disputa marcada para fevereiro de 2027. Para isso, os parlamentares decidiram adotar uma estratégia de “pinça eleitoral”, atuando em frentes distintas para atrair apoios de diferentes perfis antes de uma futura união.
A ideia é que, nos próximos meses, cada um busque votos em nichos específicos de influência. Enquanto Marinho foca no núcleo conservador e na bancada do PL, Tereza Cristina utiliza sua experiência na diplomacia legislativa para dialogar com o Centrão e a bancada do agronegócio, além de buscar o apoio da bancada feminina. O objetivo é testar o alcance de cada projeto até que um deles abra mão da candidatura em prol do outro.
“A senadora Tereza é nossa parceira, está do mesmo lado, comungamos das mesmas bandeiras, dos mesmos propósitos e juntos faremos o possível para derrotarmos o atual presidente, o senador Davi Alcolumbre”, afirmou Marinho ao lançar sua candidatura. A união das chapas, contudo, ainda depende de uma costura política cuidadosa para garantir que os votos de ambos os campos se somem no momento da votação secreta.
Especialistas apontam que a estratégia carrega riscos, uma vez que a transferência de votos não é automática no Senado. “O sucesso depende de coordenação, avaliação realista dos apoios e disposição para apoiar quem demonstrar maior capacidade de chegar aos 41 votos”, explica o analista Elias Tavares. A expectativa é que, ao se unirem, os dois grupos garantam espaços estratégicos na Mesa Diretora ou em comissões importantes, como a CCJ, para consolidar um bloco competitivo contra Alcolumbre.


