Inovação

Empresa de MT inova ao transformar castanha de baru em produto com potencial de prateleira

O Baruzito, desenvolvido pela Quero+ Alimentos com apoio da Fapemat e Finep, utiliza tecnologia para preservar as características nutricionais e ampliar a conservação do fruto nativo do Cerrado.

Por Da Redação 02/11/2026 às 13:42 3 min de leitura

A castanha de baru, fruto nativo do Cerrado com alto valor nutricional e potencial econômico, pode em breve se tornar um novo produto alimentício nas prateleiras de supermercados e empórios. A empresária Roza Maria Barros Ferreira, da Quero+ Alimentos, desenvolveu o Baruzito, um derivado inovador da castanha que recebeu apoio do programa Tecnova III, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), em parceria com a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).

O Baruzito é resultado de um processo de desidratação que envolve congelamento e redução da pressão em câmara controlada. Essa técnica faz com que a água do alimento passe diretamente do estado sólido para o gasoso, diminuindo a umidade e mantendo as qualidades nutricionais, sensoriais e físico-químicas do produto. A tecnologia também estende o tempo de conservação e minimiza a necessidade de refrigeração para armazenamento e transporte, desde que a embalagem seja adequada, superando um dos desafios logísticos na comercialização de frutos nativos.

A empresária Roza Maria Barros Ferreira ressaltou a importância do suporte recebido. “O apoio financeiro e técnico da Fapemat, por meio do Tecnova III, foi fundamental para o desenvolvimento do produto”, afirmou. A Quero+ Alimentos explora diversas versões da castanha, incluindo opções doces, salgadas e in natura, buscando alcançar diferentes consumidores no varejo.

Além do consumo direto, o Baruzito pode ser incorporado em receitas culinárias e no desenvolvimento de novos alimentos. A empresa divulga em seu perfil no Instagram diferentes formas de aquisição e sugestões de preparo, que vão desde doces e bolos até pratos salgados com peixes.

Este projeto faz parte de uma iniciativa mais ampla de pesquisa e desenvolvimento de derivados de espécies do Cerrado e da Amazônia Legal. As frentes de trabalho incluem a caracterização físico-química dos frutos, a criação de embalagens inteligentes, estudos de viabilidade econômica e o desenvolvimento de bebidas funcionais. O objetivo é também criar alternativas para o acondicionamento e a distribuição de matérias-primas regionais, valorizando a sociobiodiversidade.

A trajetória da Quero+ Alimentos já conta com o suporte de programas anteriores, como o Centelha-MT e o Inova Amazônia, e possui registros de propriedade intelectual no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI).

O Programa Tecnova III é uma iniciativa da Fapemat e Finep para apoiar a inovação tecnológica em micro e pequenas empresas, visando o desenvolvimento de novos produtos, processos e serviços em Mato Grosso, impulsionando a competitividade e o ecossistema empreendedor regional. Por meio de recursos de subvenção econômica, o programa ajuda empresas a superar obstáculos tecnológicos, acelerar a entrada de produtos no mercado e integrar ciência e tecnologia ao setor produtivo mato-grossense.

Leia Também

Deixe seu comentário