Max Russi nega transferência de recursos da Assembleia Legislativa para o TCE-MT
Presidente da ALMT afirmou que valores citados em operação da PF referem-se a ajustes na Lei Orçamentária e não a repasses financeiros entre órgãos.

O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Max Russi (Podemos), negou nesta quarta-feira (4) qualquer transferência de verbas do Legislativo para o Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). O parlamentar foi enfático ao afirmar que não houve o repasse de nenhum recurso da Casa para o órgão de controle.
O posicionamento de Russi surge como resposta a questionamentos levantados após a deflagração da Operação Tomada de Contas, conduzida pela Polícia Federal em 29 de outubro. O inquérito apura o uso de recursos do orçamento estadual, incluindo emendas parlamentares que teriam sido direcionadas ao Tribunal.
De acordo com o presidente da ALMT, os valores apontados nas investigações são oriundos de emendas à Lei Orçamentária Anual (LOA). O deputado explicou que esses ajustes são procedimentos técnicos comuns durante a tramitação do orçamento, servindo para adequar as dotações previstas para os órgãos públicos, e não configuram transferência financeira direta da Assembleia.
Russi detalhou que o processo orçamentário envolve o envio da proposta pelo Governo do Estado, seguida pela análise dos deputados, que podem apresentar emendas para redistribuir os recursos. O parlamentar ressaltou que essas discussões sobre ajustes orçamentários entre os poderes e órgãos autônomos ocorrem desde 2021, sempre com a participação de representantes das instituições envolvidas.
Por fim, o deputado afirmou respeitar o trabalho da Polícia Federal e defendeu a necessidade de transparência. “Acho que toda investigação é importante para que a gente possa realmente esclarecer tudo isso à sociedade”, concluiu.


