Estado de São Paulo registra 67 novos casos de mpox em um mês
Levantamento mostra que 22% das infecções registradas no ano em território paulista ocorreram nas últimas quatro semanas.

O estado de São Paulo contabilizou 67 casos confirmados de mpox desde o início de outubro. O volume representa aproximadamente 22% do total de registros da doença no estado ao longo de 2024, evidenciando uma aceleração nas notificações nas últimas semanas.
De janeiro até a última sexta-feira (6), o estado somou 300 diagnósticos positivos para a infecção, sem a ocorrência de óbitos. A capital paulista concentra a maior parte dos registros, com 197 confirmações no período. Os dados são provenientes do Núcleo de Informações Estratégicas em Saúde.
Embora a Organização Mundial da Saúde (OMS) tenha finalizado a emergência de saúde pública internacional, a Secretaria Estadual da Saúde reforça que a doença segue em monitoramento constante. O trabalho envolve a realização de exames laboratoriais e o rastreamento rigoroso de contatos para conter cadeias de transmissão.
“Seguimos monitorando o cenário epidemiológico e orientando os serviços de saúde para que estejam preparados para identificar e notificar rapidamente qualquer suspeita”, afirmou Tatiana Lang, diretora do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE-SP).
A mpox é transmitida pelo contato direto com lesões, secreções ou mucosas de pessoas infectadas, além do compartilhamento de itens pessoais como roupas de cama e toalhas. Os sintomas incluem lesões na pele, febre, dores musculares, fadiga e inchaço de linfonodos.
Para prevenir a infecção, as autoridades recomendam evitar contato íntimo ou próximo com indivíduos que apresentem sinais da doença e manter a higienização frequente das mãos com água e sabão ou álcool em gel.


