Safra de milho

Plantio de soja em ritmo acelerado favorece janela do milho em Mato Grosso

Projeções do Imea indicam que conclusão da semeadura da soja dentro do prazo ideal deve beneficiar o cronograma da próxima safra de milho no estado.

Por Da Redação 06/11/2026 às 14:40 2 min de leitura

O avanço célere da semeadura da soja em Mato Grosso, que já atingiu cerca de 90% da área, traz perspectivas positivas para o calendário da safra de milho 2026/27. Segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), a expectativa de encerrar o plantio da oleaginosa ainda em novembro permite aos produtores maior segurança para semear o cereal dentro da janela ideal no próximo ano.

A área destinada ao milho na próxima temporada está estimada em 7,48 milhões de hectares, um leve incremento de 0,59% frente ao ciclo anterior. Gabriel Souza, integrante da equipe de milho do Imea, explica que a agilidade na implantação da soja é um ponto estratégico para o planejamento da segunda safra, embora ressalte que o sucesso da cultura permanece condicionado ao clima.

“Embora o avanço da semeadura da soja favoreça a implantação do milho dentro da janela ideal, ainda é necessário acompanhar o comportamento das chuvas e a disponibilidade hídrica ao longo do ciclo, principalmente diante das possíveis influências do El Niño”, pontua Gabriel Souza. Previsões do CPTEC/Inpe apontam chuvas favoráveis até fevereiro, mas o excesso de precipitação ou a má distribuição hídrica em fases críticas ainda são fatores de risco.

Diante desse cenário de incertezas, o Imea projeta uma produtividade de 119,64 sacas por hectare, o que representa uma queda de 8,05% em comparação à temporada passada. A produção total está estimada em 53,68 milhões de toneladas, um recuo de 7,50% em relação aos volumes recordes observados no ciclo atual.

O mercado interno, por outro lado, mantém uma trajetória de aquecimento. A demanda doméstica deve crescer 16,20%, atingindo 27,09 milhões de toneladas, impulsionada principalmente pela expansão da indústria de etanol de milho e pelo aumento no uso do cereal para nutrição animal. Em contrapartida, as exportações devem sofrer uma redução de 27,39%, refletindo a concorrência internacional e a priorização do mercado interno.

Leia Também

Deixe seu comentário