Os bastidores da política em Várzea Grande voltaram a ferver nesta semana, com ruídos crescentes entre Executivo e Legislativo e um ambiente cada vez mais carregado de cobranças, impaciência e falas afiadas.
A prefeita Flávia Moretti protagonizou um dos momentos mais comentados ao cobrar a transferência de linhas telefônicas utilizadas desde a campanha eleitoral. A cobrança mirava uma ex-aliada que, segundo relatos nos bastidores, foi dispensada da atual gestão e hoje está lotada no gabinete de um vereador da oposição, conhecido pela postura crítica contra o Executivo.
A frase da prefeita, pronunciada sem rodeios, virou comentário obrigatório nos corredores:
“Hoje você vai passar o telefone pro meu nome!”
Além do episódio, Moretti reclamou da divulgação da pauta legislativa em pleno feriado prolongado, segundo ela dificultando articulações políticas necessárias para destravar projetos enviados pelo Executivo.
“Fica difícil articular no feriado. Também tive meu momento de descanso”, declarou a prefeita, lembrando que propostas do governo aguardam votação desde junho.
Sessão acalorada
No plenário, o clima também esquentou. Os vereadores Sardinha (MDB) e Samir Japonês (PL) protagonizaram uma discussão mais tensa durante a sessão de quarta-feira (29). Apesar dos ânimos alterados, o embate permaneceu verbal e a sessão seguiu seu curso.
Bastidores fervendo antes mesmo do plenário
Relatos apontam que o atrito não começou no plenário. Durante um café com a prefeita antes da sessão, uma dupla de vereadores teria entrado em conflito, gerando desconforto no grupo governista. A situação, segundo presentes, irritou a chefe do Executivo, que deixou o encontro visivelmente contrariada e, momentos depois, acabou voltando sua insatisfação para a imprensa.
Ao ser questionada sobre as articulações políticas, Moretti rebateu de forma contundente:
“Você quer ver meu WhatsApp? Eu trabalhei no final de semana!”
Líder na linha de fogo
O vereador Feitoza também subiu o tom ao criticar o líder do governo na Casa, Bruno Rios, afirmando que sua atuação estaria dificultando a interlocução entre os dois poderes.
Expectativa e pressão
Com discursos firmes, divergências públicas e clima quente nos bastidores, Várzea Grande vive dias de tensão institucional. A população observa e espera que o calor político se converta em avanços concretos para o município.
Se a semana começou incendiada, a sensação é de que o termômetro político ainda tem espaço para subir.