A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou a Operação Tartufo para cumprir mandados judiciais contra uma facção criminosa. Os alvos são investigados por comércio ilegal de armas de fogo e introdução clandestina de celulares em unidades prisionais do estado.
Desenvolvimento da Operação
A investigação, conduzida pela Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc), resultou em oito mandados expedidos pelo Núcleo de Inquéritos Policiais (NIPO) de Cuiabá. Foram cumpridas três ordens de prisão preventiva e cinco de busca e apreensão domiciliar em endereços residenciais e um galpão nas cidades de Cuiabá e Várzea Grande. O trabalho operacional contou com apoio da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (CORE).
Detalhes da Investigação e Modus Operandi
As diligências da Denarc, iniciadas em 2023, utilizaram métodos investigativos como análise de inteligência, ações de campo e técnicas forenses. A apuração revelou uma estrutura criminosa com divisão de tarefas, articulando atividades ilícitas dentro e fora do sistema prisional. O principal alvo coordenava o comércio ilegal de armamentos (pistolas e espingardas) e a logística de entrada de celulares na Penitenciária Central do Estado (PCE).
Outro integrante da organização atuava no transporte e ocultação dos dispositivos eletrônicos, enquanto um terceiro, mesmo recluso, exercia controle e liderança na unidade prisional como membro da facção. A Denarc também identificou o uso de um drone sem registro na Anac, equipado com dispositivo de garra. Registrado em 67 operações de voo, muitas delas ocorreram sobre a PCE e a Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto, coincidindo com apreensões de ilícitos.
O delegado Marcelo Miranda Muniz, responsável pela investigação, salientou que a operação é fruto de mais de dois anos de apuração criteriosa, com uso intensivo de tecnologia e análise de dados. Isso permitiu identificar um grupo que operava discretamente no tráfico de armas e abastecimento ilegal de presídios. As diligências prosseguem para identificar outros integrantes, aprofundar a investigação sobre fluxos de armas e recursos financeiros, e mapear conexões com outras redes criminosas.
Crimes Atribuídos e Significado do Nome
Os alvos da operação responderão por comércio ilegal de arma de fogo (art. 17 da Lei nº 10.826/2003), introdução clandestina de aparelho telefônico em estabelecimento prisional (art. 349-A do Código Penal) e integração à organização criminosa (art. 2º da Lei nº 12.850/2013).
O nome "Tartufo", que em italiano significa "aquilo que está escondido sob a terra", foi escolhido por traduzir o modus operandi do grupo. Eles atuavam de forma velada, sem ostentação, utilizando linguagem codificada, veículos com compartimentos ocultos e drones operados à noite para escapar da detecção.
<i>Este conteúdo foi adaptado pela nossa redação a partir de informações originais de Policia Civil MT. Imagens: Reprodução / Créditos originais mantidos na fonte.</i>
Fonte: https://oatual.com.br