Audiências públicas para discutir a expansão do modelo cívico-militar na Rede Estadual de Mato Grosso tiveram início nesta terça-feira (24) e se estendem até quarta (25). A iniciativa, liderada pela Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT), visa avaliar a conversão de 66 escolas regulares, distribuídas em 28 municípios, para este novo formato de gestão.
Escopo e Metas de Expansão
O processo de escuta ocorrerá nas unidades contempladas, incentivando a participação da comunidade escolar, incluindo servidores, estudantes e familiares, para que opinem sobre a proposta antes da decisão final. Atualmente, a rede estadual já opera com 105 escolas cívico-militares. Com esta nova etapa, a ampliação pode alcançar municípios como Cuiabá, Várzea Grande, Colíder, Denise, Tangará da Serra, Jaciara, Alta Floresta, além de cidades vinculadas às Diretorias Regionais de Educação (DREs) de Primavera do Leste, Rondonópolis, Sinop, Alta Floresta, Cáceres, Tangará da Serra, Diamantino, Matupá e à Diretoria Metropolitana. A meta do governo estadual é atingir 205 escolas cívico-militares até 2026, com a Seduc planejando a publicação de novos editais até abril para incluir mais 34 unidades.
Modelo Cívico-Militar: Foco na Gestão
A Seduc-MT esclarece que o modelo cívico-militar implementado não altera o currículo escolar, pois o Programa de Escola Cívico-Militar não se integra à Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB – Lei 9.394/96). A mudança se restringe à forma de gestão da unidade de ensino.
Responsabilidades Pedagógicas e Administrativas
Na área pedagógica, a responsabilidade integral permanece com os diretores, coordenadores e professores da rede estadual, que seguem a Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Já na gestão administrativa e em ações de apoio à disciplina escolar, atuam militares da reserva. Suas funções incluem a organização do ambiente escolar, controle de entrada e saída, e o fomento de atividades cívicas e valores como disciplina e hierarquia.
Diálogo e Transparência no Processo
O secretário de Estado de Educação, Alan Porto, enfatizou a importância da participação e transparência no processo. “Estamos abrindo as portas para o diálogo, porque entendemos que decisões como essa precisam ser construídas com a comunidade escolar. O modelo tem apresentado resultados positivos na organização do ambiente, mas fazemos questão de ouvir quem vive a escola todos os dias”, concluiu.
<i>Este conteúdo foi adaptado pela nossa redação a partir de informações originais de Governo MT. Imagens: Reprodução / Créditos originais mantidos na fonte.</i>
Fonte: https://oatual.com.br