ALMT Realiza Nova Audiência sobre Crise de Professores Especializados em MT

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Da Redação

A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) sediará, na próxima segunda-feira (23), uma audiência pública para abordar a recorrente falta de Professores de Apoio Pedagógico Especializado (PAPEs) nas escolas estaduais. Esses profissionais são cruciais para o atendimento de estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e outras deficiências na rede pública. A interrupção dos contratos anteriores e a ausência de novas contratações ou reposições têm gerado um desfalque significativo. A iniciativa da audiência partiu do deputado estadual Lúdio Cabral (PT).

Histórico e o Impacto da Carência

O deputado Lúdio Cabral enfatizou que a situação atual já havia sido alertada no ano passado, inclusive em outra audiência pública. A falta de PAPEs representa um grande desafio para as famílias de crianças com deficiência e autismo, que dependem desses profissionais para o acompanhamento pedagógico adequado de seus filhos nas escolas, um direito que atualmente não está sendo plenamente garantido.

Detalhes da Audiência e Convidados

A audiência pública será realizada na Sala de Comissões da Assembleia Legislativa, com início às 9h de segunda-feira, e terá transmissão ao vivo pela TV ALMT. A convocação do secretário de Estado de Educação, Alan Porto, foi aprovada pelo Plenário da ALMT em 11 de fevereiro. Além do secretário, foram convidados para o debate representantes dos próprios PAPEs, de outros profissionais da educação, de associações de pais de estudantes com deficiência, da Defensoria Pública, do Ministério Público e do Tribunal de Contas do Estado, buscando uma discussão abrangente sobre o tema.

Promessas Anteriores e Descumprimento

Esta será a segunda vez que o secretário Alan Porto é convocado pelo deputado Lúdio Cabral para discutir a questão dos professores especializados. Em novembro do ano passado, pais e profissionais já haviam solicitado a renovação dos contratos dos interinos para assegurar a continuidade do atendimento na educação especial. Naquela ocasião, a Secretaria de Estado de Educação (Seduc) havia prometido que a demanda seria solucionada com a alocação de profissionais concursados e novos contratos temporários a partir de janeiro deste ano. Contudo, essa promessa não foi cumprida, agravando a situação.

<i>Este conteúdo foi adaptado pela nossa redação a partir de informações originais de ALMT. Imagens: Reprodução / Créditos originais mantidos na fonte.</i>

Fonte: https://oatual.com.br

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