O setor de suínos iniciou 2026 com um balanço positivo, conforme levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP. Embora os embarques de carne suína tenham recuado em relação a dezembro, registraram o maior volume já exportado para um mês de janeiro na série histórica.
Desempenho Recorde nas Exportações
Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex/MDIC), compilados pelo Cepea, revelam que o Brasil exportou 115 mil toneladas de carne suína em janeiro. Este volume, 15% inferior ao pico de 136 mil toneladas de dezembro – uma queda sazonal esperada após as festas de fim de ano – superou em cerca de 10% as 104 mil toneladas exportadas em janeiro de 2025. Este resultado marca o maior desempenho para o mês desde o início da série histórica em 1997.
Fortalecimento da Posição Global Brasileira
Para os pesquisadores, esse desempenho reforça a tendência de expansão do Brasil no comércio internacional da proteína. A suinocultura brasileira vivencia uma expansão estrutural, com uma produção nacional de cerca de 5,4 milhões de toneladas em 2025. Esse crescimento é sustentado por ganhos de produtividade, integração agroindustrial e o aumento do processamento interno. O setor é beneficiado pela vasta oferta de milho e farelo de soja no país, insumos essenciais para ração que reduzem os custos em comparação com concorrentes globais.
O Brasil se consolida como o quarto maior produtor mundial de carne suína, atrás apenas de China, União Europeia e Estados Unidos, e figura entre os principais exportadores globais. Enquanto a China permanece o maior consumidor, o Brasil diversificou significativamente seus mercados, expandindo sua presença em regiões como Ásia, América Latina e Leste Europeu, diminuindo a dependência de um único comprador.
Perspectivas Otimistas para 2026
O Cepea projeta que 2026 manterá o padrão recente de crescimento das exportações. Apesar de possíveis variações mensais ao longo do ano, a tendência de alta se sustenta na competitividade do custo de produção e na demanda internacional por proteínas com preço relativo mais baixo que a carne bovina.
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Fonte: https://oatual.com.br